30 Anos de Projeciologia: Celebrando e Resgatando a Obra

novembro 20, 2016

Por Tony D’Andrea

2016 marca trinta anos da publicação do livro Projeciologia (1986), uma das obras mais impressionantes no campo da parapsicologia, espiritismo e espiritualismo em geral. Com o sub-titulo Panorama das Experiencias da Consciencia Fora do Corpo Humano, a obra enciclopédica resulta de décadas de estudos e experiências do médico e parapsíquico Waldo Vieira.

livroprojeciologia1986

Edição original do livro em 1986, distribuida gratuitamente pelo autor Waldo Vieira a pesquisadores da temática.

Com mais de 900 páginas, a obra adota terminologia técnica mas acessível para descrever uma pletora de fenômenos parapsíquicos e sobrenaturais:  experiências fora do corpo, expressões energéticas, repercussões físicas, entidades espirituais, até temas de reencarnação e serenismo. Percebe-se a perspectiva médica em forma e conteúdo: sumários de pesquisas e sinônimos são seguidos por notas descritivas de ênfase anatômica, fisiológica e higienista, com conclusões hipotéticas e interessantes.

Sendo a obra mais fundamental da projeciologia, por que caiu em desuso?

Inicialmente distribuida gratuitamente pelo autor Waldo Vieira a pesquisadores comprovadamente dedicados, o livro formaliza a criação da própria disciplina, leavando à inauguração do Instituto Internacional de Projeciologia na cidade do Rio de Janeiro em 1988. Posteriormente, o crescimento organizacional se caracteriza pela multiplicação de grupos, marcas e termos técnicos de complexidade crescente.

Cansado de responder às mesmas perguntas triviais sobre a projeção, Waldo Vieira se volta ao tema da evolução consciencial: progresso linear e mensurável com o objetivo de “evoluir o mais rápido possível”. Contudo, Vieira impos um tom fortemente moralista e instrumental em publicações subsequentes. Inventar e memorizar uma terminologia abstrusa é, na pratica, mandatório na comunidade. Novas gerações de conscienciólogos são formados sob tais diretivas, sem passarem pela abordagem experiencial, moderada e objetiva de tempos passados. A projeciologia é assim injustamente relegada como conhecimento trivial e, mesmo, obsoleto.

Cabe uma breve reflexão sobre o futuro de Projeciologia. Sendo uma das obras mais relevantes no campo, o livro deve ser resgatado como referência fundamental para parapsicólogos, espiritas, projeciólogos, conscienciólogos, e qualquer pessoa com interesse no universo parapsíquico. A redescoberta desta obra é possível no Brasil, assim como nos Estados Unidos e Reino Unido, onde cresce a curiosidade sobre o paranormal em meios espiritualistas mas também populares.

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Waldo Vieira Morre aos 83 Anos: Trajetória e Legado do Criador da Conscienciologia

julho 3, 2015

Por Tony D’Andrea

02 de julho de 2015 – O fundador da Projeciologia e Conscienciologia, Waldo Vieira faleceu neste dia em Foz do Iguaçu aos 83 anos de idade. Convalescendo de uma operação cardíaca conduzida em São Paulo mês passado, Vieira entrou em coma ao sofrer um derrame em sua residência, e foi levado ao hospital Costa Cavalcanti onde permanecia em tratamento intensivo desde a semana passada.

(Este texto também está disponível para download – aqui).

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Figura proeminente no cenário espiritualista brasileiro, Waldo Vieira renovou o campo de estudos parapsíquicos através da experiência fora do corpo. Professou que esta experiência é método privilegiado para a investigação do mundo extrafísico e subjetivo. Estes estudos resultam na Projeciologia. Vieira posteriormente se concentra no tópico da evolução da consciência, já com um estilo mais prescritivo e valorativo, codificado na Conscienciologia.

Não somente determina o caráter destas “neociências”, Vieira também se destaca como figura central na história do espiritismo e do movimento Nova Era brasileiros, catalisando um campo dinâmico de rearticulações culturais e ideológicas ainda em fluxo.

Carisma na Ciência

Através da história da ciência, novos sistemas são paradoxalmente implementados por lideranças de estilo carismático (Freud, Comte, Einstein, Vieira, etc.). A racionalidade da ciência se contrasta com interferências idiossincráticas de seus fundadores, com desdobramentos institucionais específicos.

Com a morte do líder, este estilo carismático é gradualmente substituído por rotinas institucionais de estilo mais burocrático. Ainda que o futuro da Projeciologia e Conscienciologia esteja em aberto, os efeitos do estilo moralista imposto por Vieira constituem desafios que seus seguidores deverão agora confrontar.

Médico e parapsíquico, Vieira desenvolve um personalidade sui generis ao longo das décadas. Nascido em Monte Carmelo, Minas Gerais, em 18 de abril de 1932, filho do dentista Armante e da professora primária Aristina. Waldo atua no Movimento Espírita do interior de Minas, popular mas em tenso diálogo com o meio predominantemente católico. Ele se forma em odontologia e medicina na Universidade de Uberaba, e cresce como hábil debatedor público e médium de grande popularidade.

Desenvolve uma aparência intencionalmente marcante: vestido de branco, com farta barba de brancura marcante, sobrancelhas agudas, nariz fino, e olhar penetrante. Seus dons parapsíquicos são também notáveis: projetabilidade, mediunidade, clarividência, e manipulação de energias – chanceladas já na época de sua militância espírita.

Tudo isto caracteriza uma personalidade carismática de teor mágico. Waldo Vieira encarna os traços universais do mago-xamã, conforme listados por antropólogos Marcel Mauss e Claude Levi-Strauss. A profissão médica dispõe de forte poder simbólico em tradições mágicas e religiosas: o médico (tal como o xamã) lida com a vida e com a morte, sendo figura central na integração entre o mundo visível e invisível. No Brasil, médicos gozam de elevado status no espiritismo, na direção de centros e entrevistas públicas, na caracterização em novelas espíritas, e em sua influência política e ocupacional.

De Cronista à Profeta

Vieira vinha investigando a fenomenologia parapsíquica desde a década de 1970. Acumula uma biblioteca especializada com mais de 5,000 títulos. De médium espirita, irá se reinventar como pesquisador independente. Associa-se ao American Society for Psychic Research (USA) e a Society for Psychic Research (UK), ainda que comumente criticando colegas anglo-americanos de conservadorismo cientifico.

Sua trajetória se delineia em três grandes fases:

A primeira (kardecista) compreende suas atividades no Movimento Espírita, onde atua como promitente médium e parceiro de Chico Xavier. Escrevem livros mediúnicos e coordenam sessões de assistência para multidões. Entretanto, Vieira se desaponta crescentemente com a ortodoxia kardecista que o desmotiva a estudar seus interesses em “animismo” e “desdobramento”. Ao longo dos anos 1970, ele gradualmente se afasta do Espiritismo, culminando em uma ruptura mais definitiva ao derredor de 1989. Se concentra em pesquisas parapsicológicas que prioriza, simultaneamente ao seu trabalho diário como médico cosmético em Ipanema, Rio de Janeiro.

Na segunda fase (projeciológica), Vieira analisa a fenomenologia extrafísica através de suas habilidades parapsíquicas, registradas em forma de crônicas extracorpóreas. Aqui ele ainda respeita a literatura parapsicológica. Em 1986, ele publica a sua magnum opus Projeciologia: Panorama das Experiências Fora-do-corpo, propondo uma “ciência do estudo do fenômeno da consciência e das energias para além dos limites do corpo físico”. Seguindo uma série de palestras públicas gratuitas em Ipanema, Vieira e associados fundam o Instituto Internacional de Projeciologia em 1989. Com a solidez institucional do IIP, o seu projeto toma uma guinada radical, rompendo com a abordagem fenomenológica, em favor de “assuntos avançados de ponta”, em especial, a “evolução da consciência” e o “serenismo”.

Na terceira fase (conscienciológica), Vieira adota um estilo explicitamente normativo, crescentemente moralista e combativo. Desconsiderando protocolos básicos do modelo cientifico, passa a sistematizar seus julgamentos de valor sobre a conduta evolutiva através de tipologias e terminologias bizantinas. Este processo se amplia após a publicação de seu segundo tomo em 1994, o 700 Experimentos da Conscienciologia, definida como “o estudo da consciência por meio de uma abordagem holística, holossomática, multidimensional, bioenergética, projetiva, autoconsciente e cosmoética.”

Este estilo ganha força com a mudança da sede para o Centro de Altos Estudos da Conscienciologia em Foz do Iguaçu no ano de 2002. Enquanto Vieira decide se afastar de decisões administrativas, o crescimento organizacional em rede começa a gerar atritos entre a nova direção e os antigos pioneiros. O curioso fenômeno dos “dissidentes” se torna comum.

Paradoxalmente, o moralismo conscienciológico de Waldo Vieira indica o afastamento do projeto inicial de se valorizar e construir uma “ciência”. Esta tensão é comum em paraciências em geral. Na passagem do descritivo ao normativo, a maior vítima foi a Projeciologia, relegada de “subdisciplina da parapsicologia” à “aplicação prática da Conscienciologia”.

A maioria dos conscienciólogos afirma que a Projeciologia e a Conscienciologia são independentes do Vieira. A viabilidade destas teria assim se autonomizado. Entretanto, a Conscienciologia se desenvolve na tensão entre a meta de uma ciência universal e a viabilização desta por vias carismáticas. “Dissidentes” lamentam a formação de um culto semirreligioso, enquanto conscienciólogos da casa vislumbram uma paraciência cosmopolita.

 A Próxima Reencarnação

Sendo a reencarnação um princípio da Conscienciologia, o futuro de Waldo Vieira será fonte de especulações. Ao longo dos anos, ele ocasionalmente indicou a sua intenção de reencarnar-se na China. Em contraste com sua personalidade iconoclasta, os elogios são surpreendentes: “A China tem muitos problemas com comunismo e superpopulação. Mas, no geral, é a civilização que melhor trabalha com energias e a questão da serenidade, com muita gente boa trabalhando nisso, parte de sua tradição por muito tempo. E aqui no instituto temos entidades chinesas de alto nível trabalhando em nosso grupo de assistência. Elas tem energias muito positivas e refinadas. Coisa séria.

Não por nada, Vieira e seguidores financiaram a tradução do tratado Projeciologia para o mandarim, distribuindo dois mil exemplares para bibliotecas chinesas gratuitamente. Como afirmou, Vieira espera se deparar com este livro em uma vida futura, ajudando-o assim a recordar de seus esforços espirituais mais prontamente.

Recentemente, contudo, ele fez menção à Angola como possível berço para reencarnação. Tal declaração inusitada parece refletir a situação política interna na Conscienciologia, além de contrariar o arco cosmológico que construiu através das décadas. (Enfim, declarações intempestivas são típicas do líder carismático…). Vale notar, entretanto, que na recente modernização da África, chineses (engenheiros, gerentes, comerciantes, etc.) já compõem 1% da população de Angola.

Futuras gerações de conscienciólogos talvez tentem localizar o novo Vieira, seja como simples especulação intelectual, ou mesmo, através de expedições de busca e identificação à la Dalai Lama. Nesta lógica, Vieira poderá retornar como um chinês estudante de Projeciologia vivendo em uma megalópole asiática; ou, quem sabe, em uma família de engenheiros chineses em Angola…


Saímos do corpo?

junho 21, 2015

Por Flávio Amaral

O que é possível afirmar sobre as controvertidas experiências fora do corpo?

Platão provavelmente responderia que sim, como sugerem os diálogos de A República sobre o armênio Er, e sua famosa alegoria da caverna. E seu aluno, Aristóteles, também demonstraria que o Sol gira em torno da Terra, fundamentado na trigonometria – um dos recursos científicos mais avançados da época. Ambos eram pensadores ilustres buscando conhecer as coisas, quer pelas ciências exatas, quer pela reflexão filosófica. Nenhum era infalível.

Mas ainda hoje queremos uma resposta infalível para a pergunta: saímos do corpo?

viagem astralMuita gente “sabe que sim”. Para estes, a experiência pessoal é prova suficiente para responder a este problema. Entretanto, se assim fosse, não existiria ilusão, nem truques de mágica, nem engano, nem alucinações individuais ou coletivas. Bastaria a confirmação das percepções pessoais para que algo fosse ratificado como verdadeiro.

Faça o clássico experimento de ilusão térmica com água e outros com os quais conseguimos “enganar” nossas percepções (confira alguns aqui e aqui). Ou tenha uma experiência fora do corpo e perceba como nem tudo no seu quarto continua no mesmo lugar. Assim sendo, por que devemos considerar que a experiência pessoal – por mais que aparente ser real – é infalível para aferir a “realidade”?

Aliás, nossos sentidos nos mostram o Sol girando em torno da Terra, diariamente, e não o contrário. Ninguém, por “experiência pessoal”, concluiria que nosso planeta circunda aquele astro à velocidade de 30km/s, além disso, girando em torno do próprio eixo a 1.700km/h.

Mas uma coisa é fato: as experiências fora do corpo (EFCs) são percebidas como reais, objetivas, não simplesmente imaginadas ou subjetivas. E não se tratam de experiências mais frequentes em indivíduos com quadros de doença psiquiátrica. Imagine-se levantando a mão direita e, em seguida, levante a mão direita. Esta é a mesma diferença entre a experiência de estar fora do corpo e a experiência de imaginar-se fora do corpo.

As EFCs também se apresentam de modo diferente de uma alucinação febril ou sonho, por exemplo. Estes últimos costumam revelar-se “irreais” a partir do momento em que o indivíduo acorda ou retorna ao seu estado de consciência normal. Inversamente, após a EFC característica, a lembrança é de que se estava “acordado fora do corpo”, enquanto o corpo dormia (sem falar de EFCs mais raras que ocorrem ao caminhar, correr, praticar esporte, sofrer um acidente etc).

Real ou não, a EFC não é algo explicável como fruto de simples e corriqueira imaginação.

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Outras pessoas, por sua vez, “sabem que não”. Não saímos do corpo e ponto final – são meras experiências alucinatórias. Há pesquisas como a do neurocientista Olaf Blanke produzindo a percepção de que uma prótese é, de fato, parte do corpo da pessoa, ou induzindo EFCs a partir da ativação de determinadas áreas cerebrais.

Mas estas pesquisas não são suficientes para eliminar a hipotética existência de um espírito que sai do corpo, da mesma maneira que produzir a experiência ilusória da mão biológica em uma prótese, ou mesmo a experiência dos membros-fantasma, não é suficiente para negar a existência de mãos ou membros biológicos materiais e objetivos.

Não obstante, um benefício desse tipo de pesquisa é demonstrar como percepções anômalas, incomuns, anormais, podem ser produzidas em indivíduos perfeitamente saudáveis, ajudando a romper uma longa e velha tradição de considerar as EFCs – ainda que sejam apenas percepções alucinatórias – como sendo experiências patológicas, doentias.

Alguns psicólogos como Renauld Evrard investigam diagnósticos diferenciais entre psicopatologias e as chamadas percepções anômalas, o que levou a pesquisadora Christine Simmonds-Moore a cunhar informalmente o termo “happy schizotypes” (esquizotípicos felizes) para descrever pessoas com nível significativo de percepção incomum nas escalas de esquizotipia, embora apresentem pontuações normais ou acima da média nos índices de saúde mental e bem-estar.

Algo semelhante ocorre com os sinestésicos. Quem somos nós para afirmarmos que um Dó Sustenido não pode ser sentido como vermelho ou doce? Ou que a letra A não tem uma textura áspera? Aliás, quem somos nós para considerarmos que um daltônico enxerga “errado”, se outros animais são naturalmente daltônicos e nós, humanos “normais”, tampouco identificamos certas cores discriminadas por outras espécies.

Tratam-se apenas de estímulos ambientais que ativam ou não os sentidos físicos e circuitos cerebrais, de uma forma ou de outra. Portanto, quem somos nós para afirmarmos que uma pessoa está errada, enganada ou iludida, ao sentir-se fora do corpo? Quem disse que o correto é sentir-se “dentro” do corpo?

A EFC, como qualquer outra experiência, não é necessariamente boa ou ruim. Tudo depende do modo como ela é integrada à própria vida (ver por exemplo, meu artigo My First Out-of-Body Experience, no Journal of Exceptional Experiences and Psychology, onde faço uma autoanálise psicológica relacionada à vivência de uma destas experiências).

Os gregos já questionavam as trajetórias anômalas de alguns astros (os “corpos errantes”, “deuses”, hoje conhecidos como planetas). Passaram-se quase dois milênios – graças a novas condições técnicas, teóricas e culturais – para que Copérnico, Galileu, Cassini, Kepler, Tycho Brahe, Newton e outros trouxessem contribuições que nos permitiram chegar ao entendimento atual do Sistema Solar.

Faz pouco mais de um século desde que Albert de Rochas procurou detectar efeitos físicos dos supostos “eflúvios” e do “duplo astral” de médiuns durante experiências extracorpóreas. Mais recentemente, experimentos foram conduzidos, como os da ASPR – American Society for Psychical Research – com Alex Tanous e Miss Z.

Considero que ainda há muita pesquisa a ser feita para podermos concluir se de fato um espírito sai do corpo ou se o fenômeno é exclusivamente cerebral. Se é que um dia não abandonaremos estas hipóteses em favor de outras. E ainda que eu goste de acreditar na imortalidade da alma, não penso que saídas fora do corpo sejam suficientes como prova da imortalidade, assim como a luz projetada por uma lanterna não significa poder, esta mesma luz, se manifestar independente da lanterna.

Enquanto isso, aproveitemos estas experiências, sem a pressa para forçarmos nossas posições espiritualistas ou céticas aos demais. Muito se pode fazer com a vivência extracorpórea, mesmo sem conseguirmos responder à pergunta sobre a objetividade da saída do corpo, da mesma forma que os antigos navegavam utilizando a posição dos astros, do Sol e da Lua, mesmo que não soubessem quem gira em torno de quem, ou sem ter a concepção das estrelas e do céu como os conhecemos na atualidade.

Podemos aprender muito com nossos sonhos, ainda que a ciência não tenha chegado a um consenso sobre o que são eles, como se produzem, por que ocorrem e para que servem. O mesmo vale para a experiência fora do corpo. Seja ela uma “saída real” ou apenas “coisa da cabeça”, isto não a impede de ser uma oportunidade de exploração do universo subjetivo pessoal.


A Missão Multi-Reencarnatória de Waldo Vieira: Resenha Crítica do Livro Zéfiro

fevereiro 9, 2015

Por Flávio Amaral –

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Waldo Vieira está em todas! Segundo afirma sobre as suas vidas passadas, ele teria orientado Allan Kardec a adotar este pseudônimo na compilação da obra espírita. Vieira também teria iniciado Swedenborg, um dos pioneiros da literatura espiritualista ocidental, além de inspirar o novelista Balzac a escrever sobre o fenômeno do “desdobramento”.

Vieira também afirma ter imprimido o “holopensene” da intelectualidade nas civilizações antigas, e testemunhar as grandes “reurbanizações” planetárias promovidas por espíritos evoluídos desde o século XII. Ele poderia ser assim confundido como uma entidade divina em si mesma.

Um livro foi recentemente lançado pela comunidade conscienciológica de Foz do Iguaçu, como parte de um projeto coletivo de promover esta imagem quase hagiolátrica de Waldo Vieira.

É a narrativa de suas vidas passadas, considerada por muitos conscienciólogos como “fatos autoevidentes”. O leitor cético vai obviamente duvidar, enquanto o crente sentirá a convicção de estar no caminho correto…

Clique aqui para ler esta resenha:
Resenha Livro Zefiro por Flavio Amaral 2015


Internationalization of Projectiology (Free Book Chapter)

abril 20, 2013

By Tony D’Andrea

Founded in Brazil by the mid-1980s, Projectiology as an organization for the study of out-of-body experiences and the paranormal has expanded across the country and also internationally: Argentina, USA, UK, Spain, Portugal and even China.

My sociological analysis of its international strategies has been published as a chapter in the book “The Diaspora of Brazilian Religions” (Brill, 2013), a scholarly compilation of various religious, spiritual and parascientific cases.

It is my pleasure to offer the study on Projectiology, so anyone may find out more about the international growth of this emerging parascience.

Click here for a free PDF of the article “Internationalization of Projectiology”


Como vai a sua “Programação Existential”?

dezembro 27, 2012

Por Tony D’Andrea

Foi com certa surpresa que minha resenha crítica sobre o Manual da Proéxis de Waldo Vieira foi publicada na revista conscienciológica Conscientia. Surpresa por que, segundo alguns colegas me diziam, aquela comunidade paracientífica não aceitaria publicar uma análise que tece uma crítica ao modelo de prescrição reencarnatória de Waldo Vieira.

Entretanto, como você vai notar, a resenha valoriza a objetividade e considera os pontos fortes assim como áreas de melhoria na obra de Vieira, avaliada de forma construtiva. A resenha está disponível no número 15.4 da revista Conscientia, ou aqui mesmo em formato PDF (Resenha do Manual Proexis 2012 Rev Conscientia). Aproveite, e deixe aqui o seu comentário. Feliz 2013!


Radiolab: “Fora do Corpo, Torre de Controle”

dezembro 18, 2011

Por Tony D’Andrea

Radiolab e’ um show de radio americano a nivel nacional focada em temas cientificos e artisticos narradas de forma de documentario. Mais de 300 estacoes transmitem o programa, que e’ financiado pela Alfred Sloan Foundation, uma das instituicoes filantropicas-cientificas mais prestigiosas do planeta.

Alguns programas sao bem mais complexos e cobrem psicologia traspessoal e neurociencia. Ha’ um episodio interessante sobre estados alterados da consciencia (Where Am I?)  que inclui um trecho muito interresante sobre um piloto militar que passa uma experiencia fora do corpo em pleno voo (Out of Body, Roger). Estes dois episodios foram feitos em 2006, mas sao retransmitidos ocasionalmente e tambem estao disponiveis em arquivo. E’ preciso notar que a Radiolab e’ retransmitida pela NPR, rede de noticias semi-governamental objetiva e’ assistida pelas classe A e B com alto nivel educacional. Em lingua inglesa. Confira.