A Missão Multi-Reencarnatória de Waldo Vieira: Resenha Crítica do Livro Zéfiro

fevereiro 9, 2015

Por Flávio Amaral –

zefiro_3D-Alta

Waldo Vieira está em todas! Segundo afirma sobre as suas vidas passadas, ele teria orientado Allan Kardec a adotar este pseudônimo na compilação da obra espírita. Vieira também teria iniciado Swedenborg, um dos pioneiros da literatura espiritualista ocidental, além de inspirar o novelista Balzac a escrever sobre o fenômeno do “desdobramento”.

Vieira também afirma ter imprimido o “holopensene” da intelectualidade nas civilizações antigas, e testemunhar as grandes “reurbanizações” planetárias promovidas por espíritos evoluídos desde o século XII. Ele poderia ser assim confundido como uma entidade divina em si mesma.

Um livro foi recentemente lançado pela comunidade conscienciológica de Foz do Iguaçu, como parte de um projeto coletivo de promover esta imagem quase hagiolátrica de Waldo Vieira.

É a narrativa de suas vidas passadas, considerada por muitos conscienciólogos como “fatos autoevidentes”. O leitor cético vai obviamente duvidar, enquanto o crente sentirá a convicção de estar no caminho correto…

Clique aqui para ler esta resenha:
Resenha Livro Zefiro por Flavio Amaral 2015

Anúncios

Vida Após a Morte: Globo Repórter Visita a Conscienciologia

novembro 30, 2013

Por Tony D’Andrea

A Conscienciologia foi tema do Globo Repórter desta sexta-feira (29 de novembro, 2013). Em dez minutos, a reportagem conduzida pela jornalista Dulcinéia Novaes é, no geral, muito boa. A única falha notável reside na longa introdução com tiradas filosóficas sobre medos e anseios da morte em meio a imagens de cemitérios e igrejas (“Há vida após a morte?”). Mas depois, a reportagem engrena bem proporcionando uma visão sumária da comunidade de conscienciólogos em Foz do Iguaçu, Paraná.

Como ponte à Conscienciologia propriamente dita, o depoimento de um engenheiro carioca tornado psicólogo e conscienciólogo proporciona uma narrativa típica de conversão: profissional materialista perde a esposa, e após um longo período de luto e depressão, conhece a Conscienciologia, resultando em respostas gratificantes e melhoria significativa na qualidade de vida.

A jornalista se posiciona neutralmente, sem criticar nem bajular o grupo. “Segundo os seguidores” é sentença que usa com frequência. Além de apresentar a infraestrutura e o funcionamento da comunidade ao derredor do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia, eu noto aqui três pontos interessantes na reportagem:

1- “Novas palavras“: o crescente corpo terminológico gerado por Waldo Vieira chama a atenção da jornalista. É preocupante que esta excessiva lexicografia esteja tornando mais complicada a introdução de novas pessoas. A primeira vítima nesta ambição foi mesmo a Projeciologia, paraciência original de Vieira sumamente descartada, enfraquecendo-se assim o potencial empírico diferenciador da prática projetiva como instrumento para investigar o mundo extrafísico.

2- “Dogmas do espiritismo”: os vínculos históricos e ideológicos do Waldo Vieira com o espiritismo é outro ponto paradoxal aptamente notado pela jornalista. Ela nota que, apesar do Waldo Vieira afirmar que rompeu com Chico Xavier devido aos “dogmas” kardecistas, a Conscienciologia é fundamentalmente similar ao Espiritismo: reencarnação, carma e comunicação.

3- “Neozelandês”:  ao perguntar se a Conscienciologia ajuda seus seguidores, a jornalista entrevista um dos poucos estrangeiros na comunidade: um ex-executivo que se mudou da Austrália para o Brasil. O ponto do internacionalismo é ponto delicado nesta paraciência: se o fenômeno é universal, por que a maioria absoluta dos conscienciólogos são brasileiros?…

Veja a reportagem, e deixe o seu comentário. Lembre-se de subscrever o blog (ao topo na direita):