A Missão Multi-Reencarnatória de Waldo Vieira: Resenha Crítica do Livro Zéfiro


Por Flávio Amaral –

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Waldo Vieira está em todas! Segundo afirma sobre as suas vidas passadas, ele teria orientado Allan Kardec a adotar este pseudônimo na compilação da obra espírita. Vieira também teria iniciado Swedenborg, um dos pioneiros da literatura espiritualista ocidental, além de inspirar o novelista Balzac a escrever sobre o fenômeno do “desdobramento”.

Vieira também afirma ter imprimido o “holopensene” da intelectualidade nas civilizações antigas, e testemunhar as grandes “reurbanizações” planetárias promovidas por espíritos evoluídos desde o século XII. Ele poderia ser assim confundido como uma entidade divina em si mesma.

Um livro foi recentemente lançado pela comunidade conscienciológica de Foz do Iguaçu, como parte de um projeto coletivo de promover esta imagem quase hagiolátrica de Waldo Vieira.

É a narrativa de suas vidas passadas, considerada por muitos conscienciólogos como “fatos autoevidentes”. O leitor cético vai obviamente duvidar, enquanto o crente sentirá a convicção de estar no caminho correto…

Clique aqui para ler esta resenha:
Resenha Livro Zefiro por Flavio Amaral 2015

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8 Responses to A Missão Multi-Reencarnatória de Waldo Vieira: Resenha Crítica do Livro Zéfiro

  1. […] A Missão Multi-Reencarnatória de Waldo Vieira, publicada no Blog Con-ciência. […]

  2. Bella disse:

    Não vou defender nada, nem ninguém, mas
    posso te afirmar com toda a certeza do mundo
    que no primeiro contato que tive com o médium Waldo Vieira, pude presenciar suas habilidades no mundo das energias, ou se preferir chamar de Magia Branca, perante a defesa de uma “vida”, por isso, tenha humildade, vá com calma nestes seus ataques

  3. Alexandre Guimarães disse:

    A gente tem que desconfiar de tudo o que é grandioso demais, pomposo demais. Não que a Natureza não seja grandiosa. Observar as estrelas e pensar na possível infinitude do espaço é uma experiência que produz euforia e desespero. A arte é um campo interessante para exprimir esses sentimentos, mas Ciência não pode deixar-se contaminar por isso. Então, se o objetivo do livro acima é fazer ciência, ele não pode colaborar para sentimentos de adoração, por exemplo. E não adianta – nem cola mais – advertir em um parágrafo para “não acreditar” e no parágrafo seguinte provocar a credulidade. Afinal, o que podemos fazer em relação a supostos “parafatos”? Acreditar, não acreditar? “Admitir” com moderação? Se o objetivo é produzir conhecimento mas o resultado é produzir seguidores, tem alguma coisa errada acontecendo. Na ciência a gente tem que seguir a verdade, não uma pessoa, e muito menos de forma incondicional. Digo isso com todos os meus respeitos ao Waldo Vieira.

  4. vinicius disse:

    Acho legal os posts.
    Mas tb acho curioso e engraçadinho a “tara” do blog por uma figura como a do waldo …tão inexpressiva e fraca. Isso pra não falar outras coisas…vou nem perder mais tempo.

    • flavioamaral disse:

      Olá Vinicius, obrigado por seu comentário. Em um sentido, concordo, os trabalhos de Waldo, principalmente os mais recentes, estão bastante fracos, e ele pode ser inexpressivo se compararmos com outros personagens muito mais populares. Mas por outro, sua capacidade de aglutinação não é inexpressiva. Tente montar um bairro e criar um movimento como o que acontece em Foz do Iguaçu e tem braços até internacionalmente. Não é qualquer um que consegue.
      Nossa “tara” é por ser nosso campo de experiência, especialidade, interesse e conhecimento. Vivemos e convivemos no contexto conscienciológico. É um campo significativo para os autores deste blog.
      Tem blog sobre tudo, é uma pena se tiver perdido seu tempo com o nosso. Mande seus temas de interesse e isso nos ajudará a conhecer as preferências dos leitores. Abraço!

  5. Alexandre Azeredo disse:

    Parece que no livro Zéfiro a dimensão mítica de Vieira se sobrepõe a dimensão humana do mesmo, o que não chega a ser uma surpresa, porém isso não deve subtrair do leitor o interesse em lê-lo, pelo contrário.

    Em minha opinião, esta resenha crítica por seu conteúdo equilibrado e seu caráter independente das assim designadas ICs, mereceria uma publicação na Revista Conscientia. Porque não?

    • flavioamaral disse:

      Olá Alexandre, em princípio sim, a Conscientia seria um veículo interessante para publicação. Agora este artigo não é mais original, mas nada impede que outros sejam escritos e submetidos.
      Não quero fechar a questão, mas em 2009 a Conscientia recebeu um artigo (não meu) que foi rejeitado, mas os mesmos editores que receberam o artigo publicaram uma carta criticando o autor do artigo, na mesma edição. Não foi uma edição regular, mas uma edição especial de um Congresso de Invéxis, e por isso havia outras pessoas no editorial. Mas em fim, se aconteceu uma vez, por que não pode acontecer novamente? Nunca li nenhum esclarecimento do Editorial sobre este processo muito duvidoso, mas depois que percebi isso perdi a credibilidade no processo de julgamento de artigos lá. Para que vou me incomodar em enviar um artigo para eles, sabendo que podem fazer uma coisa dessas?
      O link do artigo é http://www.ceaec.org/index.php/conscientia/article/view/288/281
      Se chama Carta de Esclarecimento à CCCI, (Nonato & Colpo, 2009), vol. 13, n. 2, p. 172-188.

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