“Espiritismo Kardecista”


Por Tony D’Andrea

Tenho notado em forums e listas espíritas que participantes rejeitam o termo “espiritismo kardecista”, respondendo “so’ existem um espiritismo”. (Entretanto, conheco uns poucos kardecistas que privadamente usam o termo para diferenciarem-se de outras vertentes umbandistas, afro, sincreticas, etc.)

 

Na verdade, o termo “espiritismo kardecista” ja’ e’ usado em estudos de sociologia/antropologia da religiao ha’ bastante tempo. Na bibliografia, estudiosos dividem o campo espírita, grosso modo, em: kardecista, umbandista e ocultista, as vezes incluindo adjetivos como “Europeu” ou “sincretico”.

 

Obviamente, kardecistas rejeitam o termo “espiritismo kardecista” assim como evangélicos rejeitam o termo “cristao evangelico”, pois ambos vem como natural uma realidade e visao que sao socialmente construidos.

 

O Kardecismo e’ apenas uma das muitas variantes do espiritismo que emergem no seculo XIX na Europa. Trata-se de uma visao bastante singular mesmo dentro deste campo: crenca na comunicacao com espiritos, reencarnacao, carma e evolucao, alem de forte adesao a crencas cristas (catolicas?…).  Kardec usa o conceito de evolucao para gradar diferentes formas de espiritismo: do “primitivo” ao “espirita” (burgues europeu). Mais amplamente, as diversas variantes de espiritismo europeu divergem quanto ‘a importancia de cada um destes conceitos (incluindo o papel do cristianismo, de ESP, e cosmologias macro, etc).

 

Enfim, somente para os religiosos e’ que termos como “espirita kardecista” ou “cristao evangelico” causam surpresa. Mas se voce tem algum comentario a acrescentar, po favor, sinta-se a vontade para posta-lo abaixo.

 

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2 Responses to “Espiritismo Kardecista”

  1. “O Kardecismo e’ apenas uma das muitas variantes do espiritismo que emergem no seculo XIX na Europa. Trata-se de uma visao bastante singular mesmo dentro deste campo: crenca na comunicacao com espiritos, reencarnacao, carma e evolucao […]

    Tony, procure pesquisar mais, meu caro, e vai ver que não é assim.

    Uma coisa é aquilo que foi chamado de “Espiritualismo Novo”; “Novo Espiritualismo”; “Moderno Espiritualismo”; “Espiritualismo Científico”, que, não é ainda “ESPIRITISMO” e/ou DOUTRINA ESPÍRITA, pois que, este último se caracteriza por Allan Kardec ter retirado do conjunto de fenômenos do então chamado Moderno Espiritualismo, uma doutrina filosófica e religiosa, e também científica, segundo os próprios espíritas.

    Mas é óbvio que vc não está de todo errado: Gabriel Dellane, Camille Flammarion, Victor Hugo, Robert Owen, Ernesto Bozzano e tantos outros, não são somente cientistas e escritores deslumbrados com o fenômeno das mesas girantes, mas já são pessoas que praticam um certo “espiritismo”, no sentido de postularem tanto a existência da alma e a sobrevivência do Espírito após a morte, quanto a necessidade de amar o próximo e se desligar das idéias mundanas.

    Veja, portanto, que você não está de todo errado nesse seu comentário.

    Há também diferença entre DOUTRINA ESPÍRITA e ESPIRITISMO.

    DOUTRINA ESPÍRITA é uma filosofia espiritualista de conseqüências morais.

    ESPIRITISMO é a prática da mediunidade, ou seja, “é a ciência que estuda a existência dos Espíritos e sua relações com os homens”, de um ponto de vista prático.

    Abçs,

  2. MarcoALSilva disse:

    De minha parte, sempre fui avesso à religiosidade. Assim já me pus em vários lugares, inclusive no Fórum Espírita:

    SUPERFICIALIDADE – Não considero consentâneo com o impulso de evolução que tudo movimenta considerar que a Divindade ostenta mistérios que não podemos perscrutar. Claro que há inúmeros mistérios ainda não elucidados pelo homem, mas não creio que seja “pecado” buscar o esclarecimento. Muito ao contrário, tenho para mim que Deus nos deu o talento da inteligência para que nos desenvolvamos em todos os sentidos.

    SEGREGACIONISMO – É incrível como todas as religiões pregam exatamente o contrário do segregacionismo sem embargo de ser a grande maioria dos religiosos segregacionistas. Dentre os evangélicos, há os irmãos e as criaturas. Dentre os católicos, os salvos e os perdidos. Em meio aos espíritas, os que resgatam o seu carma e os que ainda mais o negativam. E assim por diante. Mesmo que não se diga, percebe-se claramente que a maioria dos religiosos sente que os que lhe comungam a fé constituem um grupo à parte, distinto do restante da humanidade.

    SALVACIONISMO – De uma forma ou de outra, parece que o homem sente uma irresistível necessidade de sentir-se salvo. Invoca as palavras de Jesus, do Buda, de Maomé, de Lao Tsé, sempre em busca não apenas de conforto mas da salvação… Mas, com todo o respeito, questiono: salvar-se de que? Eu mesmo digo que Jesus nos salvou, mas no estrito sentido de que nos trouxe o Ensinamento que a condição evolutiva da humanidade necessita para dar continuidade a seu aperfeiçoamento. Nada cria mais angústia nas pessoas do que julgar que ou está salvo, ou está condenado… Condenado a que? Ao fogo do inferno? As chamas já estão aí – balas perdidas, cocaína, terrorismo, desequilíbrio global, corrosão ética, etc etc etc.

    Por isso, para mim pelo menos, o espiritualismo em geral e o Espiritismo em particular jamais devem ser tomados como religião.

    Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/como-usar-este-forum/fizemos-do-espiritismo-uma-religiao/msg84323/#msg84323#ixzz1CpwXseMJ

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