Mapeando o “Paranormal”


Por André Percia

Alguns dos mais conhecidos e respeitados pesquisadores no campo da parapsicologia (Edge, Morris, Palmer & Rush, 1986) escreveram: A “Parapsicologia começou há um século com uma coleção e análises de experiências psíquicas espontâneas tal qual relatada por participantes e testemunhas. No entanto, a abordagem experimental para a investigação de fenômenos psíquicos logo foi desenvolvida, tal que a investigação de experiências espontâneas é uma unidade subordinada”.

De acordo com a Associação Parapsicológica, “A Associação Parapsicológica (PA) é a organização profissional internacional de cientistas e acadêmicos engajados no estudo de experiências “psi” (ou “psíquicas”) tais como a telepatia, clarividência, visão remota, psicocinesia, cura psíquica e precognição. Tais experiências parecem desafiar concepções contemporâneas da natureza humana e o mundo físico. Elas parecem envolver a transferência de informação e a influência sobre sistemas físicos independentemente de tempo e espaço através de mecanismos que correntemente não podemos explicar”.

Mais adiante no web site oficial da referida organização, podemos compreender mais sobre esse vasto campo de estudos: “Fenômenos psi envolvem complexas interações entre vários fatores subjetivos, interpessoais e ambientais. Assim sendo, parapsicologia é um campo interdisciplinar com especialistas das ciências biológicas, físicas, comportamentais e sociais. Abordagens para a investigação de psi variam intensamente, incluindo experimentação laboratorial, pesquisa de campo, estudos analíticos, questionários e pesquisas históricas. Membros da PA também se engajam na construção de modelos teóricos e no desenvolvimento de novas ferramentas estatísticas e metodológicas”.

Portanto, parapsicologia é o campo de investigação de uma aparente modalidade de interação entre organismos que parece transcender os processos sensório-motores (percebemos o mundo com os cinco sentidos e agimos sobre ele com nosso aparelho motor).

No entanto eu tenho minhas dúvidas se a parapsicologia e a “forma científica” para abordar este “território” são a única maneira legítima para lidar com esses aspectos. A abordagem parapsicológica é um entre muitos “mapas”, e mapas são representações de territórios. Existe uma infinidade de possibilidades para lidar com esse universo. Muitas são as possíveis relações que podemos estabelecer com o universo da “paranormalidade” e da “espiritualidade”. Desde a relação “religiosa” onde fenômenos supostamente desviantes do que consideramos normal são experimentados e interpretados na extensão de uma crença específica , até a relação pretensiosamente “neutra” e “desapaixonada” do estudioso ( e é interessante inferir a paixão com que defendem o olhar científico).

Na minha opinião, todas as abordagens tem sua importância e valor, e um grande erro seria a arrogância de pressupor que uma verdade é absoluta e desmerece as demais. Todos podemos aprender uns com os outros.

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